Para
o gerente de Ensino e Pesquisa do Grupo Hospitalar
Conceição (GHC), Alcindo Antônio Ferla, fenômenos como as
emergências climáticas exigem a integração de diferentes
áreas do conhecimento e realidades sociais. “Os desafios
que estamos vivendo não se limitam a um território ou a
uma instituição. A cooperação permite aproximar
experiências, produzir conhecimento de forma compartilhada
e pensar caminhos que considerem as necessidades das
populações e o fortalecimento dos sistemas públicos de
saúde”, destacou.
A
atividade também abriu espaço para a apresentação de
iniciativas desenvolvidas pelas universidades
participantes. Entre os trabalhos apresentados, o
professor Emerson Merhy destacou pesquisas relacionadas às
estratégias de produção de cuidado junto a populações
indígenas e à comunidade LGBTQIAPN+, com pesquisadores
pertencentes a esses próprios coletivos, além de estudos
que relacionam arte, cultura e saúde.

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Experiências
relacionadas a populações em situação de
vulnerabilidade, saúde mental, trabalhadores
rurais e pessoas com condições crônicas foram
apresentadas pela diretora do Centro de Ciências
da Saúde da Universidade Federal de Santa Maria
(UFSM), Maria Denise Schimith. Já Nancyleni
Bezerra, da Universidade Estadual do Maranhão
(Uema), ressaltou a atuação dos programas de
pós-graduação, mestrado e doutorado da instituição
e iniciativas voltadas à população quilombola.
Representando
a Universidade de Parma, o professor Andrea
Cilioni reforçou que a aproximação amplia as
possibilidades de intercâmbio para além do
ambiente acadêmico. |
“Este
é um momento importante para todo o ecossistema de
cooperação em saúde. Essa relação não envolve apenas as
universidades, mas também os territórios e as comunidades
onde elas estão inseridas, permitindo que o conhecimento
produzido em conjunto esteja conectado às necessidades das
populações”, afirmou.
Pela
manhã, a programação contou ainda com debate dedicado
aos impactos da judicialização sobre as políticas
sociais e aos desafios para a garantia da universalidade
dos sistemas públicos. Também participou do evento a
coordenadora da Associação Rede Unida, Maria Augusta
Nicoli. As atividades integram o ciclo internacional que
reúne o GHC, por meio da Gerência de Ensino e Pesquisa,
o Ministério da Saúde, a Universidade de Parma, a
Associação Rede Unida e universidades brasileiras. A
iniciativa busca fortalecer vínculos permanentes entre
os participantes e ampliar projetos conjuntos de ensino,
pesquisa e formação.